Frankenstein (2025):
Uma leitura psicológica e existencial
O verdadeiro monstro não é quem você pensa.
Inspirado em Frankenstein, o filme nos convida a ir além do horror…
e encarar algo profundamente humano: a falta de vínculo. Victor Frankenstein cria a vida — mas não sustenta o vínculo com aquilo que criou.
Na perspectiva existencial, liberdade e responsabilidade são inseparáveis. Ao negar sua responsabilidade, ele tenta fugir da angústia… mas cria consequências emocionais devastadoras.
A criatura não nasce monstro. Ela se torna — na ausência de cuidado.
Liberdade:
A criatura é livre para existir… mas não para pertencer. Esse é o seu paradoxo. Sem reconhecimento, a liberdade pesa. Ela deixa de ser potência — e se torna angústia e desamparo.
Liberdade sem vínculo não sustenta a existência.
Sentido da vida:
A criatura observa, aprende, tenta se conectar… Ela quer pertencer. Aqui, dialogamos com Viktor Frankl: o sentido não é dado — ele é construído na relação com o mundo e com o outro.
Quando todas as tentativas falham, o sentido colapsa. E o vazio pode se transformar em dor… e até em violência.
Apego (Teoria do Apego):
Segundo John Bowlby, precisamos de uma base segura para nos desenvolver emocionalmente. A criatura nunca teve isso.
Sem vínculo inicial:
– não há regulação emocional
– não há segurança
– não há confiança
O que vemos é dor, desorganização e um desespero profundo por conexão. Ela busca proximidade…mas responde com medo e raiva à rejeição.
Pertencimento, identidade e amor:
O maior sofrimento não é ser diferente… é não ser aceito. O pertencimento não depende só de quem somos, mas de como somos reconhecidos. A identidade da criatura nasce no olhar do outro.Quando o mundo diz “monstro”, ela aprende a ser.



.jpg)
